No ciclo
do algodão, Avaré projetou-se no cenário nacional das
décadas de 1930 e 1940. Carroças e caminhões, na época,
transitavam pela cidade a fim de, em alguma máquina de
beneficiamento, descarregar a pluma branca; corria
dinheiro, havia muitas máquinas de extração de óleo,
como a Anderson Clayton, cuja chaminé ao lado de galpões
de outras indústrias é lembrança desse ciclo.
Na década
de 1960, alguns fazendeiros novos na região introduziram
o gado, que representou grande expansão econômica na
região, e Avaré postou-se como pioneira, incentivando a
melhoria dos plantéis e avivando o interesse de
produtores. A partir de então, grandes haras foram
instalados na cidade e a paisagem passou a contar com
garbosos cavalos e elegantes cavaleiros.
Atualmente, por ser um importante centro pecuário
regional, Avaré tem 70% de sua área utilizada para
atividades pastoris. O restante da terra divide se entre
lavoura, principalmente plantio de cana-de-açúcar,
milho, laranja, banana, café e soja (17,6%) e florestas
de eucaliptos e pinheiros (12,4%).
Aproximadamente 60% da mão-de-obra ocupada no setor
rural trabalha sazonalmente no corte de cana, madeira e
na avicultura, e estima-se que cerca de 2 mil pessoas
trabalhem no campo e vivam na cidade. Outras importantes
atividades na geração de emprego e renda são o cultivo
protegido, a fruticultura e a produção de cogumelos e
flores, que exigem tecnologias diferenciadas e
mão-de-obra especializada.
LARANJA EM FASE DE EXPANSÃO
A
instalação do escritório regional da Suco cítrico
Cutrale em Avaré, empresa que produz 20% do suco de
laranja consumido no mundo, provocou a franca expansão
da citricultura na região, favorecida por sua terra
vermelha e de alta produtividade. Outras empresas do
setor vieram, gerando mão-de-obra, e os pomares estão em
franca expansão. Segundo o Instituto de Economia
Agrícola (IEA), em 2005, o número de pés de laranja em
Avaré aumentou de 425,9 mil para 562,9 mil.
USINA
DE AÇÚCAR E ÁLCOOL
Pouco a
pouco o panorama agrícola de Avaré, antes dominado pelo
cultivo de grãos e com extensas áreas para pastagem, dá
espaço aos canaviais. Com clima ameno, topologia plana
e solo produtivo, o município vem sendo muito procurado
por empresários sucroalcooleiros. Com quase 5.000
hectares de terras reservados para o plantio da cana, o
Grupo Furlan investiu R$ 80 milhões na implantação, em
solo avareense, da primeira usina que começará a moer
500 mil toneladas de cana ao ano. A expectativa é de
que a produção de açúcar e álcool gere muitos empregos
e incremente a economia regional.
A
pecuária leiteira também se faz muito presente, já que
há várias indústrias da área no município, que abriga
ainda 62 mil cabeças de gado de corte e mais de 800 mil
galinhas. Dados como esses explicam a existência de um
evento tão importante como a Exposição Municipal
Agropecuária de Avaré (Emapa), o principal evento do
calendário anual da Estância Turística.
Quanto ao
número de empregados da cidade, 20,1 % estão no comércio
varejista; 13,5% na agropecuária; 8,9% na indústria do
vestuário e do calçado; 8,5% na administração pública e
5,4% na indústria de alimentos. Em termos de
infra-estrutura de transportes, o município conta com o
Aeroporto Estadual Avaré-Arandu, que possui uma pista
pavimentada com 1.280 metros de extensão. Além disso,
por ficar a 90 km do Rio Tietê, está na área de
influência da Hidrovia Tietê-Paraná.
Especificamente no setor industrial, Avaré é centro de
referência para cerca de 20 municípios, principalmente
em atividades produtivas como aquecedores e duchas,
brinquedos, embalagens plásticas, cartonagem,
estruturas metálicas, bebidas, cerâmica, torrefação de
café, beneficiamento de arroz e confecções têxteis.
Para
administrar as atividades tradicionais, o setor
industrial emergente, o comércio diversificado e o
turismo, a cidade conta com a Associação Comercial e
Industrial de Avaré, com mais de 800 sócios, além de
sindicatos de várias categorias profissionais.