A Economia

No seu desenvolvimento, Avaré passou por vários e importantes ciclos. O café inaugurou a época das grandes fazendas, com seu imenso tecido branco estendendo-se pelos campos verdes, parti­cipando ativamente na economia do Estado e refletindo-se na economia nacional. Ainda hoje algumas fazendas antigas conservam os grandes terreiros de ontem, testemunhas de uma época áurea.

Foi no período do Estado Novo, de 1937 a 1945, em que o gaúcho Getúlio Vargas exerceu o poder de modo ditatorial, que Avaré viveu o apogeu de sua cotonicultura, ficando célebre como a Capital do Ouro Branco, devido a sucessivas quebras de recordes na produção de algodão.
 

 

     
 

No ciclo do algodão, Avaré projetou-se no cenário nacional das décadas de 1930 e 1940. Car­roças e caminhões, na época, transitavam pela cidade a fim de, em alguma máquina de beneficiamento, descarregar a pluma branca; corria dinheiro, havia muitas máquinas de extração de óleo, como a Anderson Clayton, cuja chaminé ao lado de galpões de outras indústrias é lembrança desse ciclo.

Na década de 1960, alguns fazendeiros novos na região introduziram o gado, que representou grande expansão econômica na região, e Avaré postou-se como pioneira, incentivando a melhoria dos plantéis e avivando o interesse de produtores. A partir de então, grandes haras foram instalados na cidade e a paisagem passou a contar com garbosos cavalos e elegantes cavaleiros.

Atualmente, por ser um importante centro pe­cuário regional, Avaré tem 70% de sua área utilizada para atividades pastoris. O restante da terra divide se entre lavoura, principalmente plantio de cana-de-açúcar, milho, laranja, banana, café e soja (17,6%) e florestas de eucaliptos e pinheiros (12,4%).

Aproximadamente 60% da mão-de-obra ocupada no setor rural trabalha sazonalmente no cor­te de cana, madeira e na avicultura, e estima-se que cerca de 2 mil pessoas trabalhem no campo e vivam na cidade. Outras importantes atividades na geração de emprego e renda são o cultivo protegi­do, a fruticultura e a produção de cogumelos e flo­res, que exigem tecnologias diferenciadas e mão-de-obra especializada.

LARANJA EM FASE DE EXPANSÃO

A instalação do escritório regional da Suco cítrico Cutrale em Avaré, empresa que produz 20% do suco de laranja consumido no mundo, provocou a franca expansão da citricultura na região, favorecida por sua terra vermelha e de alta produtividade. Outras empresas do setor vieram, gerando mão-de-obra, e os pomares estão em franca expansão. Segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), em 2005, o número de pés de laranja em Avaré aumentou de 425,9 mil para 562,9 mil.

USINA DE AÇÚCAR E ÁLCOOL

Pouco a pouco o panorama agrícola de Avaré, antes dominado pelo cultivo de grãos e com extensas áreas para pastagem, dá espaço aos ca­naviais. Com clima ameno, topologia plana e solo produtivo, o município vem sendo muito procurado por empresários sucroalcooleiros. Com quase 5.000 hectares de terras reservados para o plantio da cana, o Grupo Furlan investiu R$ 80 milhões na implantação, em solo avareense, da pri­meira usina que começará a moer 500 mil tone­ladas de cana ao ano. A expectativa é de que a  produção de açúcar e álcool gere muitos empre­gos e incremente a economia regional.

A pecuária leiteira também se faz muito presente, já que há várias indústrias da área no município, que abriga ainda 62 mil cabeças de gado de corte e mais de 800 mil galinhas. Dados como esses explicam a existência de um evento tão importante como a Exposição Municipal Agropecuária de Avaré (Emapa), o prin­cipal evento do calendário anual da Estância Turística.

Quanto ao número de empregados da cidade, 20,1 % estão no comércio varejista; 13,5% na agropecuária; 8,9% na indústria do vestuá­rio e do calçado; 8,5% na administração pública e 5,4% na indústria de alimentos. Em termos de infra-estrutura de transportes, o município conta com o Aeroporto Estadual Avaré-Arandu, que possui uma pista pavimentada com 1.280 metros de extensão. Além disso, por ficar a 90 km do Rio Tietê, está na área de influência da Hidrovia Tietê-Paraná.

Especificamente no setor industrial, Avaré é centro de referência para cerca de 20 municípios, principalmente em atividades produtivas como aquecedores e duchas, brinquedos, embalagens plás­ticas, cartonagem, estruturas metálicas, bebidas, cerâmica, torrefação de café, beneficiamento de arroz e confecções têxteis.

Para administrar as atividades tradicionais, o setor industrial emergente, o comércio diversi­ficado e o turismo, a cidade conta com a Associação Comercial e Industrial de Avaré, com mais de 800 sócios, além de sindicatos de várias categorias profissionais.

 
     
 

Fonte: Conto, canto e encanto com a minha história - Avaré Terra do Verde, da Água e do Sol